Sunday, December 30, 2018


Ser Magnífico, olha à tua volta
Quanta poesia…

Num passeio pela Mãe Natureza
Na contemplação de um pôr do sol
Na contemplação do despertar do amanhecer
Na brincadeira do desmaio das ondas
No voar de um pássaro
Num coro de passarinhos
No saborear um fruto junto à árvore
No lançar uma semente à terra
Nas tonalidades das folhas outonais
Nas folhas novas promissoras
Nas flores variadas e coloridas
Numa delicada borboleta esvoaçante
Na água de uma cascata

Ser Magnífico, quanta poesia
Nos teus olhos mágicos e risonhos
Nos teus sentidos reunidos
A desfrutar toda esta beleza

Repara mais e demora os sentidos
Oferece-te toda essa poesia

E continua esta

Oiço-te
Eu? Impossível

Sim, tu

Sei e sinto que és capaz
Experimenta



Margarida Corujeira,     27-11-2018







O fim de algo
Meta alcançada
Ou talvez não
Contém em si
A semente

Talvez o voo principal
Seja hoje iniciado
Mesmo sem consciência plena
Mas a essência sabe

Incríveis movimentações
No baile do Universo
Tudo conjugando
Numa dança especial
De mil traços inconfundíveis
Para as experiências da alma
No teatro desta vida
Encontrarem o palco
Da manifestação

Talvez o voo principal
Seja hoje iniciado
Ou talvez
Apenas mais um voo
Parte do Todo
Esse sim primordial


Margarida Corujeira,     09-07-2018




Thursday, December 27, 2018


Sentada na sua cátedra aveludada
Ligeiramente acima da plateia
Num ambiente de pura luz cristalina
A Poesia emana sabedoria infinita
De símbolos e signos criativos
Repletos de significados profundos

Numa atitude de serenidade plena
Olhou a multidão de consciências
Todas conhecedoras do ritual
Onde detivesse o olhar decidido
Seria a eleita exclusiva
Um silêncio audível no ar

Aproxima-se de mim
Estava ali insegura e trémula
Encolhia-se entre as outras
Estratégia inútil
O olhar enlaçou-me
 Fixou-me por inteiro

Oh! Não! Logo eu!
A recusa não existia
Levanto-me
Dirijo-me à frente
As consciências aplaudem
Sorrindo em vibrações elevadíssimas
A eleita tinha dons a revelar

Ensinamentos especiais
Segredos insondáveis
Geometrias sagradas
Uma tarefa singular
Algo inusitado

E aqui estou eu
Ao serviço do Bem Maior
Expresso pelo cordão poético
Proveniente da cátedra aveludada

Ah! O veludo é verde translúcido




Margarida Corujeira,    19-12-2018  






Thursday, December 20, 2018


Uma vontade e um desejo profundos
Um amor maternal indizível
Vindos algures de um canto recôndito
De embalar um recém-nascido
De contemplar a beleza ímpar
De admirar a fragilidade e a grandeza
De acompanhar o lento espreguiçar
De sorrir constantemente para este Ser
De lhe prestar cuidados
De lhe dar todos os mimos
De lhe vestir roupas macias e coloridas
De lhe cantar baixinho e doce
De decorar o quarto com Fadas e Unicórnios
De mil sentimentos sublimes viver
Um universo encantador na realidade

É a minha criança interior
Pacificada com ela própria
Num entendimento de Luz
Sorri e dança em pé de bailarina
Está tudo bem no seu mundo
É muito amada
E à sua volta todos se amam
Todos conscientes de todos
Que perfeição harmoniosa!

Outrora
As crianças de colo
Durante longos anos
Nada amoroso me despertavam
Apenas um ser irrequieto
Veloz na ação
Mil atenções requeridas
Quanta indiferença!
Quase roçando a repugnância
Um vazio desorientador
Uma distância abismal
Havia algo errado em mim
Profundamente estranho

À luz da consciência de hoje
Dores lancinantes da minha criança
O abandono vivido nesta e noutras vidas
Como poderia tolerar a alegria das outras?
A presença subtil e intensa das dores
Criaram um véu compacto e invisível
Que agora se desfez em luz cristalina

Gratidão incomensurável a mim!
Gratidão incomensurável a todos os Mestres!


Margarida Corujeira, 16-12-2018




Friday, December 14, 2018


Vamos nos amar
Como se não houvesse amanhã

Que pena, Ser Magnífico, se não houvesse amanhã!
Que pena, Ser Magnífico, não inovares a forma de amar!

Sabes, há a eternidade
Nestes corpos ou noutros
E já nos encontramos tantas vezes
O nosso amor é eterno

Prisioneiro da insatisfação
O corpo sempre a querer mais corpo
O momento sempre breve
Guardador de constante desejo
Numa procura incessante
De atingir algo mais indefinível
Desconhecido para ti
Mas a tua essência sabe

Ser Magnífico, vem comigo

Delicia-te na melodia de uma música
Delicia-te numa dança suave
Oceano no oceano
Coração no coração
Mãos caminhando serenas

Delicia-te num diálogo de olhares
Delicia-te num néctar tinto
Colorindo os lábios sequiosos

Delicia-te em mil beijos na pele infinita
Delicia-te nos toques rasos nos poros
Qual pássaro no toque leve da água
Delicia-te nos beijos molhados
Na chuva tépida das nossas bocas
Delicia-te nos beijos no céu da boca
O céu mais estrelado e brilhante

Delicia-te nos jogos de sedução
De aproximação fugia enlaçada

Delicia-te…

Delicia-te nos corpos nus abraçados
Numa fusão de Coração Espiritual
O mais é nada

Mas nesse nada
O fogo do amor já acendeu
As labaredas incontroláveis
Além de todos os êxtases

Ser Magnífico, vem comigo
Neste abraço quente da criação
De nuances impalpáveis

Hoje
E num amanhã eterno
Vamos reinventar
A nossa nudez interior e física

Ser Magnífico
Permite-te a experiência
Permite-te a surpresa
Permite-te desvendar o mistério


Margarida Corujeira, 13-12-2018




Sunday, December 9, 2018


Portugal, é Hora
Assume o comando
Porto de cá eleito
As naves prontas

O Quinto Império
A Quinta Dimensão
O rosto é feminino
A Matriz da Criação

O centro energético
A luz projetou
No triângulo LIS
Fátima-Leiria-Tomar

Portugal, é a Hora
O rosto feminino
A energia feminina
Preparada está

Jovem corajosa
História familiar
Ação política
Nome de água

As águas conduzirá
Deste país eleito

É Hora cósmica
Desvios não há
Tudo é certeiro



Margarida Corujeira,   13-11-2018





Friday, December 7, 2018


         À Sabedoria e Amizade da Macela

Companheira e amiga
Há longos anos

As emoções incompreendidas
Muito jovem surgiram

Não podia desobedecer
Mas desobedecia a mim

O estômago reclamava
Dores agudas
Náuseas profundas
Todo o alimento fora
Até as águas verdes
O fígado e outros
Afetados também

Chá de Macela
Difícil de saborear
Parecia fel
Bebido aos poucos
Associado a sofrimento

Tratavas a emoção
Irreconhecida
A vibração subindo
Até à próxima
Desobediência ao meu Ser

Cheia de sol brilhante
Da primavera e do verão
Bolinha amarelo vibrante
Perfume singular e intenso
No alto de uma haste verde
Vendida nas ruas da cidade
Por Seres Magníficos
Pacientes no plantio
E na colheita perfeitos
Arranjo de pequenos ramos
Desta miudeza grandeza
O Bem que emanam
Remédio celestial

Num lugar paradisíaco
Plantas aromáticas no jardim
Pedi algumas
Deram-me liberdade

Uma rasteira abundava
Desconhecia
Arranquei três plantinhas
Plantei num canteiro
A Mãe Natureza
Água e Amor
Cresceram a galope

Surpresa! Surpresa! Aplausos!
A minha companheira e amiga
Centenas de bolinhas amarelas
Uma pequena seara de sóis

Chegaram na hora certa
O terreno das emoções
Lavrado profundamente
A companheira presente
De mãos bem apertadas
Prontas e calorosas
Para a viagem das viagens

Chá de cor bem amarela
Sabor mais tolerado
A preciosa dádiva
O corpo e as emoções
Elevas ao equilíbrio

Vejo-te com Amor Sublime
Tomo o chá em reverência
Ao Bem Maior que és

Honra, Amor e Glória a ti, Macela!

Gratidão à tua Sabedoria e Inteligência!

Gratidão por compreender e reconhecer o teu valor!



Margarida Corujeira, 27-11-2018





Tuesday, December 4, 2018


Que prisão com grades miúdas!
Que ilusão de sofrimento!
Também experimentei tudo
Agora o Caminho do meio percorro

Condolências
Pêsames
Sentimentos
Outras palavras próximas destas
Ditas com ar pesaroso

Cenário conhecido
É apenas “Até já!”
É apenas deixar este plano terreno
O corpo a serviço da experiência
Regressar à Luz plena

Abençoadas tribos onde já vivi
A morte celebrada em grande festa
O regresso ao Grande Espírito
O nascimento cumprimentado
Que seja o melhor!

Tudo ao contrário
Do homem dito civilizado
Metido no materialismo
Metido no consumismo
Metido no artificialismo

Técnicas e técnicas
Muitas úteis e de mérito
Outras de escravidão refinada
Prolongam o sofrimento do corpo
Masoquistas!
E ainda apregoam evolução
Evolução de quê?
A ignorância e o apego paga-se caro
Corpos decrépitos
Olhos de sofrimento suplicantes
Deixem-me ir

Mas os ditos evoluídos
Alimentam-se de sofrimento
Disfarçado de salvar vidas
Salvar de quê?
Ligam as máquinas da sombra
Injetam químicos
A artificialidade alimentada
Para adiar em dor pungente
O caminho da liberdade
Quando acordarão?
O caminho estreito que afinal é largo
Sinergia da espiritualidade e da ciência
O Conhecimento da Verdade Espiritual
O regresso à Mãe Natureza
Útero de Harmonia
O regresso à Terra
O regresso ao alimento vivo
O regresso à consciência da Atlântida
Emergente a qualquer momento
Afastando os nevoeiros densos
Manifestando a mestria desse tempo
Agora para sempre



Margarida Corujeira, 02-12-2018

Saturday, December 1, 2018


Era eu uma vez?...

Casada por Amor
Uma mulher esbelta
Dona de um corpo de Deusa
Um olhar de traços leves de timidez
Beleza a desfilar nas ruas

Os bens materiais sobravam
Criadas para tudo
Filhos amáveis

O tempo passou
O Amor intenso apagou-se
Andava triste
Enroscada pelos cantos
Mergulhado em negócios
Objetivos materiais
Bem definidos

As amigas estranharam
O que se passava?
Aconselharam-na

Sem vontade
As pernas presas
A amiga acompanhou

O médico apareceu
Conversava com um paciente

Entraram no consultório
Ele continuava o assunto
Como se ela fosse o outro
Manteve-se calada
O assunto não interessava

Finalmente deu conta
Ela não era o outro
Fechou o assunto

A razão da sua vinda
A tristeza profunda
As dores nas pernas

Quem a faz sofrer assim?
Como é a sua vida?
Quando começou esse sentimento?

Que perguntas! Que impertinência!
Apenas precisava dum remédio

Repetiu as perguntas
Recusou-se a falar
Receitou-lhe chás
Receitou-lhe sais
Volte em breve

Voltou
As mesmas perguntas
A mesma recusa

Uma massagem nas pernas
Achou estranho
Aceitou

Sentiu o óleo frio
Um arrepio percorreu-a
Já estava a despertar
Os dedos leves
Um pouco mais de pressão
Contorcia-se
Tirou-lhe as mãos

Os músculos presos
Sem oxigénio gritavam
Reflexo do coração fechado
Preso em dores desconhecidas

Ia a sair
Voltou atrás
Fechou a porta
Uma cascata abundante
De palavras atropeladas
Que alívio!

Ele tocou-lhe a mão
Abandonada na madeira
Uma sensação já esquecida
Subiu-lhe o braço
Tocou um canto de coração
Ressoou até outros cantos
O coração acelerou
Uma viagem iniciou
Parou no momento
Do toque da mão do marido

Sentia-se desorientada

Nova massagem
Um leve desejo proibido
De tocar aquelas mãos
A luz novamente
Expandida a todo o corpo
O Amor reencontrado
Não
Uma mulher casada por Amor

Num gesto invisível
A mão beijada
Num respeito de rainha

Estava rendida
É uma mulher especial

Desorientação
Casada
Os filhos e o marido
A sociedade

Passou longo tempo
Voltou ao consultório
Hora de agradecer

Última consulta da tarde
Sozinho
Rosas, velas, fruta
O melhor manjar – o Amor
Sentiu-se impotente

Entregou-se
Os beijos suaves e quentes
No pescoço macio
Iluminou o peito alvo
Os seios deliciosos
Divina contemplação perfeita
Revelação de um segredo
Sentiu o perfume inebriante
O corpo ondulante renascia
As carícias leves despertavam
As flores adormecidas na pele
Uma a uma espreguiçavam-se
Num novo acordar
Sopro de vida
Arrepios da nova aurora
Amaram-se divinamente
como num templo sagrado
Dois sagrados num só sagrado
Num tempo sem tempo
Numa entrega total
Adormeceram profundamente
Num abraço do Coração Espiritual

Decidiu aproximar-se do marido
Reconheceu o seu afastamento
Afinal tinha casado por Amor

Deixou os chás e os sais
Agradeceu o Amor curador
Nunca mais o viu

Resgatou as essências do Amor
Em si própria latentes
Pacientemente à espera

O Amor de consultório curou-a
Ali começou
Ali terminou



Margarida Corujeira,   22-11-2018





Wednesday, November 28, 2018


Que irritação! Que tédio!
Que ignorância! Que incómodo!

Tanta exclamação! Porquê?

Conversas frequentes e intermináveis

Tema?

O tempo atmosférico
Esmiuçado ao pormenor

Dou respostas incríveis
“Tenho vivido dentro de um túnel”
“Estou dentro de uma caverna”
“ Não sei. Estou emigrada noutro planeta”

E o tempo interior?
E o tempo do Ser?
E o tempo dos sentimentos?
E o tempo das emoções?
E o tempo dos sonhos?
E o tempo do conhecimento?
E o tempo duma história reveladora?
E o tempo das surpresas?
E o tempo da intuição?
E o tempo…

Ah! Deixem-se de tempo atmosférico!

Mergulhem nos tempos do tempo
Levem o sol mágico a todos os cantos
E serão sol radiante na chuva

A chuva de noite fecundará a Terra
Alimentará os aquíferos de onde partiu
Para voltar a descer mais abençoada
O sol de dia brilhará intensamente

Contemplem as mudanças
O Céu na Terra acontece aqui e agora




  13-11-2018




Tuesday, November 27, 2018


Camacheira de nascença
Descia à cidade à beira mar
Caminhos íngremes
Natureza viçosa

Avistava a cidade à distância
Turistas vinham nos barcos
Levavam os bordados
Arte de perfeição e beleza

Surgiu outra visão
Levarem outra perfeição
Mais Amor oferecido
Pela ilha encantada

Os jarros brancos
Esguios e singelos
A Terra oferecia
Abundância plena
Porque não colhê-los?
Trazê-los aos turistas

Não pensei mais
Partilhei a ideia
Não acreditavam
Avancei

Pequenos molhos
Amarrados firmemente
Com fios naturais
Prontos livremente

Desci à cidade
Um sucesso
O meu sustento
E da família

A ideia expandiu-se
Outras mulheres juntaram-se
Dava para todas
Nasceram para ficar
As camacheiras das flores

Curioso
Esta flor é a predileta
De um Ser de Luz
Habitante no Brasil
Gabriel Raio Lunar
Simplicidade sofisticada

Um quadro pequenino
Pintado por mãos mestras
Pendurado na escadaria
Prende o meu olhar
Sobressai esta flor
Num envelope de carta
Lembro-me do Ser de Luz

Ao lado umas mãos enrugadas
divinalmente pintadas
perfeição da realidade
Dedal agulha linha
Pano com desenho
Sendo preenchido
Uma bordadeira mestra

Os jarros da ribeira
Teceram este bordado
Este poema de Luz

Viagem pacífica e feliz!


 21-11-2018







Saturday, November 24, 2018


Escolhi a família perfeita
Só reconheci claramente
Há pouco tempo terrestre
Aliás todas são perfeitas
A escola mestra exímia
Das aprendizagens sublimes
A construir e a desconstruir
Determinadas pelo Alma

Agora este entendimento
Abençoado clarifica tudo
Mostra-me tudo o que fui
Tudo o que não preciso mais
Tudo o que vim fazer
Tudo o que serei

Olho uma saia há uns dias
Sabia que guardava mensagens
Abriu várias cenas encadeadas
Rituais obrigatórios
O meu Interior nunca os quis
Programações prisioneiras
Submissão aos pais
Sobretudo à linha materna
Sempre mais próxima
Prisioneira de tempos imemoriais
Sem conseguir ver a liberdade plena
A possibilidade de escolha própria
É o caminho de aprendizagem
Escolhido por cada um

Rituais da igreja católica
Desvirtuados
Agarrados à imagem de um Deus
Mau e castigador
A quem devemos vassalagem

Batismo
Primeira corrente
Lavar do pecado original
Que peso! Que ignorância!
Que manipulação! Que fardo!
Com direito a padrinhos
Possíveis substitutos dos pais
Que falsidade!
Obrigados a presentear
Com ouro e outros
Muitos fazendo sacrifícios
O dourado do ouro iluminado
Acoplando o peso da personalidade
De Jesus na cruz
Foi apenas a vivência dele
Em vez do nascimento
Fazia mais sentido à criança
O momento de maior dor
O que me ofereceram perdeu a cabeça
Fiquei estupefacta
Nem o usava
Pedi ao ourives para retirar o corpo
Agora sim, a cruz livre
Rosas perfumadas na cabeça
Símbolo do feminino sagrado

Catequese
Segunda corrente com outras
Nunca me identifiquei
Que rebeldia abafada!
Um dia vestiram-me de branco
Lindo vestido com flores
Tive de me confessar
Dizer o que os outros diziam
Não percebia nada
Comecei a comungar
Era o que os outros faziam
Pertencia ao rebanho das correntes
O meu Ser debatia-se nas profundezas
Claro, sabia a Verdadeira Realidade

Crisma
Terceira corrente
Mais uma madrinha
Não sei quem escolheu
Vivia longe emigrada
Ela aceitou
A madrinha do batismo substituiu
No dia do ritual
Não queria ir
Estava na fazenda
Onde me sentia eu
Lá fui contrariada
A tristeza no rosto
Uma mão no ombro
Um bispo ricamente vestido
Com símbolos de poder
(Supremo paradoxo!)
Fez um sinal na cabeça
Passaporte obrigatório
Caso contrário excluída
Para possível casamento

A quarta corrente
Esta já não aceitei
“Até que a morte vos separe”
Areia atirada aos olhos
Carregar a cruz que Nosso Senhor deu
Que metáfora!
O Senhor Luminoso a distribuir pesos
Santa hipocrisia! Santa ignorância!

Cada um escolhe o que precisa aprender

Ainda há os acorrentados a tudo isto
Mas o reverso expande-se

Os mais velhos ainda acorrentam os mais novos
Reforçam as correntes com mais presenças
Na catequese
Quase um adulto para cada criança
Estas debatem-se
Questionam categoricamente
Abalam as ideias feitas
Desconcertam-nos
Entendem como ofensa

Estas trazem um Novo Tempo
Entendimento claro

Esse dia está próximo
Pedra a pedra cairá
As correntes desfeitas
Em milhões de pedaços
Apenas nada

O Reino da Luz
O Reino da Liberdade
O Reino da Consciência Suprema
O Reino do Amor Supremo
O Reino do Sol Cristalino
O Reino do Céu na Terra

A Hora está determinada
Os ponteiros velozmente
Aproximam-se desse momento

Ouve o Teu Coração Espiritual
Ouve a Tua Intuição
Fica calmo e sereno

Os Iluminados profetizaram
Os conetados à Fonte Maior
Abram-se à Verdade
É a minha Conexão à Fonte
Que vos fala, Seres Magníficos!


   24-11-2018




Friday, November 23, 2018


Hoje percebo
Hoje reconheço
Hoje liberto
Hoje a Luz do entendimento
Chega abundante e colorida
A todas as dores emocionais
Refletidas no meu corpo físico

Quantas personagens desempenhei?
Quantas situações de submissão?
Quantas vivências de obrigação?

Dores estomacais finas e profundas
Vindas das profundezas dos tempos
A cada dor um alimento excluído

Afinal apenas um portal aberto
Uma emoção recalcada aberta
Libertava-se através da dor

Nesse tempo não entendia
Os médicos tratavam o sintoma
Outros apontaram outras vias
O racional preponderava
O sofrimento perpetuava-se
Atingiu o limite
Portal para a cura

Tudo vem à tona
Amo cada manifestação
Envolvo em compreensão
Envolvo em Amor

Um Ser Novo nasce

Gratidão pela Luz iluminadora deste processo caudaloso!


    12-11-2018





Thursday, November 22, 2018


A poesia luminosa
Inesperadamente
E jamais ambicionada
Bateu à porta
Primeiro do meu Coração
Depois da mente
Em palavras sorridentes
Outras em transformação

Surpreendida
Desconhecedora deste dom
Aceitei a magia
Feita de poções inimagináveis
Primeiro passo
De outros mágicos

Entusiasmada e atenta
Aguardo
Cada novo amanhecer
Cada nova dinâmica
Cada nova revelação
Cada novo pormenor

Simplesmente
Espero o inesperado
Lei de ação da Nova Terra
Poesia dos cristais
Poesia curadora
Poesia portal de Luz

Poesia, a minha marca digital
Descodificação de cada traço
Expressão única de cada SER


    05-07-2018






“Os teus pés são um poema”

Os meus ouvidos e o meu Ser ensurdecem

Que língua estás a falar?

Ah! É a linguagem da poesia

Outra vez
“Os teus pés são um poema”
E um sorriso com leve gargalhada
Ouviste bem

As palavras codificadas ressoam alegremente
Regista
Expande o poema a todo o corpo

Olho à procura do poema

Sim
Elegantes, delicados, sensíveis, fortes
Só toleram sapatos especiais

Não é esta a visão, minha querida
É o sentimento, a luz, a energia emanada

Pés de Cinderela
Talvez numa vida de Gata Borralheira
Até ao dia da magia branca

Onde está o príncipe
com o sapato da união?
O tal da química e da alquimia
idêntica à minha?

Serás tu?
Talvez

Vamos ao baile sem saber quem somos
E numa troca de olhares seduzimo-nos
Perco o sapato de cristal neste tempo cristalino
Tu encetas uma demanda de ti e do pé
Sou a última a experimentar
E a primeira a ser escolhida

Pura perfeição



  30-05-2018








Acordou em mim a poesia
Dizer as emoções luminosas
Expressar os sentimentos em verso
Livre, naturalmente,
Como livres são as inspirações
As mudanças da vida
Presenças inimaginadas
Ser outra
Despertaram a semente
na cinza adormecida
Leio a poesia dos outros
à procura de fórmulas inexistentes                 
Em demanda da luz
das experiências positivas
da valorização do sol da vida
Algumas iluminam-me
Mas o meu Ser quer mais
o meu coração e a minha mente
Querem mais felicidade
mais harmonia e amor
Assim, assumo a poesia luminosa
Como minha estrela guia

28-05-2018