Escolhi a família perfeita
Só reconheci claramente
Há pouco tempo terrestre
Aliás todas são perfeitas
A escola mestra exímia
Das aprendizagens sublimes
A construir e a desconstruir
Determinadas pelo Alma
Agora este entendimento
Abençoado clarifica tudo
Mostra-me tudo o que fui
Tudo o que não preciso mais
Tudo o que vim fazer
Tudo o que serei
Olho uma saia há uns dias
Sabia que guardava mensagens
Abriu várias cenas encadeadas
Rituais obrigatórios
O meu Interior nunca os quis
Programações prisioneiras
Submissão aos pais
Sobretudo à linha materna
Sempre mais próxima
Prisioneira de tempos imemoriais
Sem conseguir ver a liberdade plena
A possibilidade de escolha própria
É o caminho de aprendizagem
Escolhido por cada um
Rituais da igreja católica
Desvirtuados
Agarrados à imagem de um Deus
Mau e castigador
A quem devemos vassalagem
Batismo
Primeira corrente
Lavar do pecado original
Que peso! Que ignorância!
Que manipulação! Que fardo!
Com direito a padrinhos
Possíveis substitutos dos pais
Que falsidade!
Obrigados a presentear
Com ouro e outros
Muitos fazendo sacrifícios
O dourado do ouro iluminado
Acoplando o peso da personalidade
De Jesus na cruz
Foi apenas a vivência dele
Em vez do nascimento
Fazia mais sentido à criança
O momento de maior dor
O que me ofereceram perdeu a cabeça
Fiquei estupefacta
Nem o usava
Pedi ao ourives para retirar o corpo
Agora sim, a cruz livre
Rosas perfumadas na cabeça
Símbolo do feminino sagrado
Catequese
Segunda corrente com outras
Nunca me identifiquei
Que rebeldia abafada!
Um dia vestiram-me de branco
Lindo vestido com flores
Tive de me confessar
Dizer o que os outros diziam
Não percebia nada
Comecei a comungar
Era o que os outros faziam
Pertencia ao rebanho das correntes
O meu Ser debatia-se nas profundezas
Claro, sabia a Verdadeira Realidade
Crisma
Terceira corrente
Mais uma madrinha
Não sei quem escolheu
Vivia longe emigrada
Ela aceitou
A madrinha do batismo substituiu
No dia do ritual
Não queria ir
Estava na fazenda
Onde me sentia eu
Lá fui contrariada
A tristeza no rosto
Uma mão no ombro
Um bispo ricamente vestido
Com símbolos de poder
(Supremo paradoxo!)
Fez um sinal na cabeça
Passaporte obrigatório
Caso contrário excluída
Para possível casamento
A quarta corrente
Esta já não aceitei
“Até que a morte vos separe”
Areia atirada aos olhos
Carregar a cruz que Nosso Senhor deu
Que metáfora!
O Senhor Luminoso a distribuir pesos
Santa hipocrisia! Santa ignorância!
Cada um escolhe o que precisa aprender
Ainda há os acorrentados a tudo isto
Mas o reverso expande-se
Os mais velhos ainda acorrentam os mais novos
Reforçam as correntes com mais presenças
Na catequese
Quase um adulto para cada criança
Estas debatem-se
Questionam categoricamente
Abalam as ideias feitas
Desconcertam-nos
Entendem como ofensa
Estas trazem um Novo Tempo
Entendimento claro
Esse dia está próximo
Pedra a pedra cairá
As correntes desfeitas
Em milhões de pedaços
Apenas nada
O Reino da Luz
O Reino da Liberdade
O Reino da Consciência Suprema
O Reino do Amor Supremo
O Reino do Sol Cristalino
O Reino do Céu na Terra
A Hora está determinada
Os ponteiros velozmente
Aproximam-se desse momento
Ouve o Teu Coração Espiritual
Ouve a Tua Intuição
Fica calmo e sereno
Os Iluminados profetizaram
Os conetados à Fonte Maior
Abram-se à Verdade
É a minha Conexão à Fonte
Que vos fala, Seres Magníficos!
24-11-2018