Sentada na sua cátedra aveludada
Ligeiramente acima da plateia
Num ambiente de pura luz cristalina
A Poesia emana sabedoria infinita
De símbolos e signos criativos
Repletos de significados profundos
Numa atitude de serenidade plena
Olhou a multidão de consciências
Todas conhecedoras do ritual
Onde detivesse o olhar decidido
Seria a eleita exclusiva
Um silêncio audível no ar
Aproxima-se de mim
Estava ali insegura e trémula
Encolhia-se entre as outras
Estratégia inútil
O olhar enlaçou-me
Fixou-me por
inteiro
Oh! Não! Logo eu!
A recusa não existia
Levanto-me
Dirijo-me à frente
As consciências aplaudem
Sorrindo em vibrações elevadíssimas
A eleita tinha dons a revelar
Ensinamentos especiais
Segredos insondáveis
Geometrias sagradas
Uma tarefa singular
Algo inusitado
E aqui estou eu
Ao serviço do Bem Maior
Expresso pelo cordão poético
Proveniente da cátedra aveludada
Ah! O veludo é verde translúcido
Margarida Corujeira,
19-12-2018

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